sábado, 3 de abril de 2010

ARRUDA PARA MÍDIA

Em nosso país o escândalo midiatizado, infelizmente, passou a ser comum na sociedade. Enquanto os holofotes estão mirados para a cadeia da PRF, na qual o ex-governador do Distrito Federal José Arruda (sem partido) está preso, desde o carnaval, outros fatos acontecem no cenário político sem muita ênfase e sem pelo menos serem noticiados. Até a visita da secretária de Estado dos Estados Unidos, Hillary Clinton, não repercutiu tanto.

O caso de Arruda vem se arrastando desde novembro de 2009, até o vice, Paulo Octavio entrou no panetone. Desde então, parece que a imprensa não consegue obter audiência se não falar de Arruda. Precisamos mesmo é da planta arruda, para espantar esse assunto. O Brasil inteiro sabe que ele pegou o dinheiro, que ele não teve como negar e que já está em "cana" mesmo. Então pronto, que a imprensa vá pegar outro na curva, ou melhor, na câmera escondida.

Infelizmente, essa notícia é apenas um fragmento de tudo que acontece no país que, apesar de se ditar democrático, muita gente ainda sofre calada enquanto muitos oportunistas enchem não somente os bolsos de dinheiro, mas também as contas bancárias. Se todos nós dispuséssemos de uma câmera escondida iríamos denunciar muita coisa, o que falta é coragem. Sobreviver no meio de cordeiros é fácil, difícil mesmo é encarar os lobos.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Deficientes no Brasil querem seu espaço

País é signatário de convenções internacionais e tem leis que deveriam ajudar pessoas com deficiência. Mas quase tudo fica na teoria

No papel, o Brasil é um grande defensor dos direitos dos deficientes. Desde 2001 integra a Organização dos Estados Americanos (OEA) na Convenção Interamericana para Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra as Pessoas com Deficiência. A partir desse ano, também deve ser incluído na convenção da Organização das Nações Unidas (ONU) para garantir maior abrangência à política nacional de atendimento às pessoas com deficiência. Tem mais: há 19 anos, vigora lei federal que garante o acesso do segmento aos direitos básicos como saúde, educação, emprego e moradia. Isso tudo, porém, é a teoria. Na prática, os 14,6% de brasileiros que possuem algum tipo de deficiência, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), ainda enfrentam barreiras.

O avanço social da maior parte dos deficientes no Brasil é limitado pela baixa renda, acesso muito limitado à cultura formal e políticas públicas inadequadas ao desenvolvimento social. Esse imenso contingente encontra-se, em sua maioria, alijado do mercado de trabalho por falta de capacitação profissional. Um dos fatores que levam a este cenário é a ausência de uma política de incentivo a programas de capacitação de deficientes por parte das Instituições Públicas e Privadas. A questão da responsabilidade social empresarial é um tema atual de grande importância em todo mundo, e em especial no Brasil. Entretanto, enquanto nos países do Primeiro Mundo existem diversos fundos de apoio formados por ações de empresas socialmente responsáveis, no Brasil a situação ainda é incipiente. De fato, a enorme desigualdade social existente dá à responsabilidade social empresarial uma relevância ainda maior. A sociedade de uma forma em geral, espera que as empresas cumpram um novo papel no processo de desenvolvimento: que sejam agentes de uma nova cultura e que sejam promotores de uma mudança social, com vistas a construir uma sociedade melhor.

sábado, 3 de outubro de 2009

JORNALISMO INVESTIGATIVO

“Não foi por acaso”, esse é o nome do livro lançado pelo Jornalista Marcelo Freitas, professor da Faculdade Estácio de Sá- BH, na última quarta-feira, dia 28. O lançamento do livro foi aplaudido pelos estudantes no auditório do campus Prado da faculdade.

46 anos do fato ocorrido, a obra conta a história dos trabalhadores que construíram a Usiminas e morreram no massacre de Ipatinga, em 1963. Marcelo de Freitas iniciou sua investigações sobre o caso em 1988, quando ainda trabalhava no Jornal Hoje em Dia, e desde então se dispôs a obter novas informações. Mais tarde, trabalhando no Jornal Estado de Minas, deu prosseguimento e procurou pessoas que testemunharam os acontecimentos como os parentes das vítimas. Também pesquisou documentos e jornais da época. Hoje, professor universitário, concluiu sua obra.

“Não foi por acaso” traz a história dessas vítimas e também de testemunhas do massacre. O esquecimento ao logo das décadas não tomou conta do jornalista que investigou todos os passos, inclusive documentos que estavam arquivados pela polícia. A dúvida sobre o real número de mortos é quem sustenta a obra, bem como os desdobramentos sobre o caso. “O contexto do Brasil e, principalmente de Ipatinga que estava crescendo, na época era outro”, disse Freitas ao falar do processo de industrialização do país.

O jornalista explicou que, durante os 21 anos de investigação, todas as fontes citadas foram procuradas, só lamenta das que morreram e das que desapareceram durante a produção de sua obra. Mas, ele acredita que um grande passo foi dado para que se revelasse o que realmente aconteceu naquele dia trágico.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

MEIOS DIGITAIS E INTERATIVIDADE

Pela manhã do dia 23 de setembro, os alunos da faculdade Estácio de Sá-BH participaram da palestra sobre os novos mecanismos da interatividade digital. O palestrante foi o empresário Fábio Assis, da empresa de puiblicidade Cumplice. Ele ressaltou que a cada campanha que realiza está evoluido através das tecnologias e com isso vários cases foram destacados. "O marketing promocional é uma peça chave dentro da publicidade", afirmou.

O novos meios tecnológicos abrangem diversas áreas da comunicação social (Rádio, TV, Internet e outras), que por sua vez se adequam aos avanços. A convivência com os media digitais também abre oportunidades no mercado, que há pouco tempo não era tão utilizada. Os alunos presenciaram diversos cases de sucesso exibidos por Fábio Assis como da Unimed, Cemig, Empregos, e outros.

A sociedade vive cada vez “menos”, se analisada num ângulo tecnológico. Isto é, o avanço das mídias digitais é tão acelerado que mal dá tempo para que utilização da ferramenta por completa. Mas, esse novo caminho é tentador, muito já se fez pelo marketing que até então era produto bem elaborado. Atualmente, vídeos caseiros feitos por clientes podem virar marca de produtos, foi nesse eixo que a Unimed lançou sua publicidade. Cada vez mais há participação da "terceira" pessoa, que até então representava somente consumidor. O empreásrio Fábio Assis falou que o que vale é a criatividade e que o diferencial é que atrai o público.

A evolução da interatividade frente aos meios digitais favoreceram o uso de ferramentas que antes era desconhecidas, como exemplo a aprovação ou não de um produto miditizado. Por exemplo, os SACs (Serviço de Atendimento ao Consumidor) pouco se valiam, hoje a expressividade dentro da comunicação com o consumidor é bem maior, graças a interatividade.

Enfim, viver num momento em que tantas propriedades da mídia são divulgadas, só resta aprofundar no conhecimento e se direcionar mais para a prática.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

O BAÚ JÁ NÃO É MAIS
DE SILVIO SANTOS


A guerra subterrânea entre a Record e a Globo tem a programação da Igreja Universal nas madrugadas como ponto nevrálgico. O fato de a Record receber a injeção de cerca de 300 milhões de reais anuais da Igreja a título de venda desse espaço é visto pela concorrente como uma vantagem indevida. A Universal paga 140 mil por hora em uma faixa de horário em que a Globo não arrecada mais do que 40 mil pelo mesmo tempo, mesmo obtendo uma audiência quatro vezes maior do que a concorrente. Mas, se existe alguma ilegalidade na transferência de renda da igreja para a emissora ela ainda não foi argüida nos tribunais. A Receita Federal investiga atualmente cinco igrejas evangélicas, entre elas a Universal, pelo uso de dinheiro originário da fé (livre de tributos).
A Record dobrou seu faturamento em três anos e ultrapassou o SBT na vice liderança de audiência. O bispo Edir Macedo, proprietário da emissora, quer ir mais longe e tem a Igreja Universal como mecanismo de investimento

Edir Macedo fez um discurso agressivo, em seu livro "O Bispo" referindo-se à líder de audiência do país, a Rede Globo, sem citá-la nominalmente: "Fomos injustiçados por muitos anos por um grupo de comunicação que tinha e mantém o monopólio da notícia no Brasil. Daí nosso desejo de dar fim a esse monopólio". A Record voltou à carga – por meio de um editorial em seu principal noticiário, acusou a rival de ter feito gestões para impedir a inauguração da Record News. A saída do casulo e o ânimo de a briga têm razão de ser. Além do novo canal de notícias, Macedo celebra feitos consideráveis da Rede Record, a jóia central de seu império de comunicações. Neste mês, a emissora tornou-se a segunda rede brasileira em ibope, superando o SBT em todas as faixas de horário. Além disso, de três anos para cá a Record dobrou seu faturamento publicitário – que já supera a marca de 1 bilhão de reais.
CAMINHOS...
Dizer que a emissora só avança por causa do dinheiro da Universal é enxergar apenas uma parte do fenômeno. Sua arrancada deveu-se a uma mudança de filosofia ocorrida em 2004. A empresa já passou por duas fases: a compra por Edir Macedo, em 1989, até o triste episódio do "chute na santa", onde o televangelismo dominou a programação e quando assumiu um perfil popularesco, em que o sensacionalismo do Cidade Alerta e do Programa do Ratinho era a grande atração. A guinada que agora começa a dar frutos foi desfechada há três anos com o novo formato de trelejornalismo e de novelas.

O estudante de jornalismo Ronan Dias disse que não é a favor de nenhuma emissora. Para ele, essa rivalidade só faz perder a qualidade das notícias. “No país e no mundo acontecem fatos mais importantes e não tem tanto destaque nos noticiários”.

Quem olha os números de audiência constata que ainda existe uma enorme distância entre a Globo e suas competidoras. A Globo ostenta 21 pontos de ibope na média diária – o triplo da medição que a Record acaba de alcançar. Mas, essa liderança mais do que confortável não evitou que a emissora carioca reagisse aos ataques de Macedo e da Record nos últimos dias. Ela respondeu no mesmo tom ao editorial do Jornal da Record, afirmando numa nota que agressões desse tipo eram de esperar vindas de "um grupo que lucra com a manipulação da fé religiosa". Trata-se de uma resposta que aponta as circunstâncias nebulosas que alavancaram a Record, mas não há dúvida de que por trás dela existe outro fato: o desafio imposto pelo canal do bispo Macedo é o mais duro que a Globo já enfrentou. O SBT nunca representou o mesmo tipo de ameaça.


Fracislane Santos, estudante de jornalismo, acha que o assunto deveria ser resolvido por cada emissora em particular. “Com isso a audiência delas até cresce”afirmou a estudante. Segundo ela, a televisão brasileira carece de informação pública não de informação pessoal. De acordo com as pesquisas de IBOPE, os dez pontos de audiência média que o SBT acarreta nos últimos anos sempre foram suficientes para que Silvio Santos mantivesse uma estrutura empresarial que lhe convinha. Mas, não é assim com Edir Macedo, um homem muito mais ambicioso do que o “ex-dono” do Baú da Felicidade – e a emissora tem um perfil ideal na realização de suas ambições. Francislane Santos lamenta que é uma pena a religiosidade estar envolvida em questões políticas e jornalísticas espetaculosas. "A informação pública merece respeito", complementou a estudante.
Nesse conflito midiático, a Igreja Universal continua oferecendo à Record recursos para prosperar, proveniente do dízimo pago espontaneamente pelos fiéis da igreja, equivale a um terço de tudo o que a emissora arrecada no mercado publicitário. Trata-se de uma vantagem competitiva que nenhuma outra emissora desfruta.

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sexta-feira, 12 de junho de 2009

MOSTRA DE CINEMA É SUCESSO!

A IV Mostra de Cinema Comentado da Faculdade Estácio de Sá, realizada nos dias 8, 9 e 10 de junho, foi comenta pelos alunos como uma das melhores. Diversas observações foram feitas pelos convidados comentaristas que aguçaram o olhar jornalístico e cinematográfico dos alunos da Faculdade Estácio de Sá-BH.

Como exemplo o filme “O Prisioneiro da Grade de Ferro” (2004) comentado pelo jornalista Carlos Henrique Santiago, um dos mais renomados críticos do cinema, descreveu o documentário, ora defendido em seu estudo de mestrado, como um filme de experimentação cinematográfica que deu certo. Isso porque, segundo o jornalista, os próprios detentos é que fizeram a maior parte das filmagens. “Para a produção do filme, Paulo Sacramento realizou uma oficina, ele deu câmeras de vídeo ao presos para que registrassem seu próprio cotidiano”, afirmou Carlos Henrique.

Outro exemplo foi o filme exibido no dia 9 de junho, “Eu, Você e Todos Nós” (2006), comentado pela mestre em Multimeios pela Unicamp e jornalista Clarisse Alvarenga, que segundo ela trata questões do cotidiano da sociedade contemporânea. “O filme retrata a comunicação singela com o mundo, a forma de relacionamento com os outros”, comentou Clarisse. A participação dos alunos e professores contribuíram com os comentários fragmentados do filme. Tailze Araújo, professora de Língua Portuguesa e Semiótica da faculdade, disse que a obra é de forma ordinária e objetiva, e que traz a possibilidade de se pensar num olhar menos automático. Já o aluno do 7º período do curso Jornalismo, Arildo Hostalácio comentou sobre a realidade e o virtual, que para ele não substitui o concreto, com exemplo os valores naturais: “quando o quadro do pássaro é colocado na árvore”.

Por fim, Marcelo La Carreta, mestre em Cinema pela UFMG e professor de Técnicas Audiovisuais, comentou sobre o filme “Cinema Paradiso” (1988). Para ele, o filme é considerado uma narrativa universal. “Um filme que todo cineasta gostaria de ter feito”.

A exibição de todos os filmes chamou a atenção de muitos alunos, por estarem no final do semestre, os participantes da Mostra de Cinema acharam que o momento foi ideal para a exibição. “Como um relaxamento da tensão, nesta época de provas e seminários”, foi o que revelou a aluna Sirlene Araújo.
Veja mais depoimentos no vídeo abaixo:


CINEMA COMENTADO É EVENTO NA FACULDADE

A IV Mostra de Cinema Comentado da Faculdade Estácio de Sá, será nos dias 8, 9 e 10 de junho, com a participação de comentaristas que motivaram a escolha dos filmes. O evento promete a interação dos dos alunos com os convidados. Dentre a exibição dos filmes, os primeiros a serem exibidos serão os abaixo descritos, e no Blog de Monique Murta você fica por dentro dos demais.

Dia 8 - 8h - “O PRISIONEIRO DA GRADE DE FERRO”. Um documentário brasileiro do ano de 2003, sob a direção de Paulo Sacramento. O filme é uma fragmento da realidade do sistema carcerário brasileiro. As cenas foram de uma unidade prisional no complexo penitenciário Carandiru, a maior prisão já existente na América Latina. O documentário foi baseado em pesquisas, leituras e entrevistas realizadas com detentos, carcereiros, administradores, jornalistas e demais pessoas. A filmagem foi realizada com o olhar dos próprios presos. A duração do filme é de 123 min.

Dia 8 - 19h - “SÃO BERNARDO”, foi baseado no romance homônimo de Graciliano Ramos. Fiel adaptação da obra i filme é considerado um dos melhores produzidos na década de 70. Sob a direção de Leon Hirszman foi lançado 1972 e retrata a história do filho de um camponês, Paulo Honório, no interior de Alagoas. que perambula pelo sertão a negociar com redes, gados, imagens, rosários e miudezas. Honório cria uma obsessão para arrancar a fazenda São Bernardo das mãos de seu inepto dono, o endividado Luiz Padilha, transformando este em seu empregado. Vivendo num casamento onde a dúvida da traição impera, Paulo Honório, passa a viver dentro de um clima de ciúme motivado por sua imaginação possessiva. O filme promete muitas revelações. Duração de 110 min.

Dia 9 - 8h30 - “EU, VOCÊ E TODOS NÓS” A solitária artista Christine usa seus projetos artísticos como forma de aproximação com as pessoas ao seu redor. O vendedor de calçados Richard, recém-separado, pai de dois meninos, está a procura de um relacionamento novo e surpreendente, mas entra em pânico quando conhece a cativante Christine. Seus filhos, de 7 e 14 anos, parece ter mais jogo de cintura do que ele. Apesar da pouca idade, já estão envolvidos com os problemas do amor. O mais velho está sendo assediado por duas colegas de classe que querem saber tudo sobre sexo e o mais novo está envolvido numa relação pela internet. Sob a direção de Miranda July, a comédia lançada em 2005 tem a duração de 91 minutos.

Neste ano, a Mostra promete muito mais!!!